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Mostrando postagens de janeiro, 2018

NOTAS DE UM MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS

Do “Aprendiz de Avatar”, no Pergaminho da Nona Dimensão: Inteligência?, perguntou Marmaduke num dos intervalos permitidos, quando acompanhava a EMINÊNCIA no parapeito. O que é inteligência? Ora, respondeu a EMINÊNCIA, não é mais do que uma ocupação humana, uma atividade a que os homens aplicam seus cérebros, como uma rã agita as pernas para nadar: é um padrão que os homens em seu egoísmo usam para medir outras e talvez mais nobres raças, que ficam assim confundidas. Jack Vance, Star King Minha primeira tentativa de aproximação de O Guia do Mochileiro das Galáxias não me trouxe diversão alguma. Como o livro vinha sendo saudado como irreverente e engraçadíssimo, senti-me um tanto decepcionado. Pelo menos com “irreverente” eu concordava, em certo sentido: a obra não demonstrava qualquer reverência pelas minhas crenças sobre FC. Eventualmente, superei meu fundamentalismo nerd e consegui aproveitar a excursão pelo universo ca...

TROMBETAS DA REVOLUÇÃO - Lloyd Biggle Jr.

Estou relendo Trombetas da Revolução , de Lloyd Biggle Jr., número 174 da Colecção Argonauta. Lembro-me da minha reação ao encontrar este volume pela primeira vez — em um sebo, obviamente, já que se trata de uma publicação dos anos 1970: “Este título é demasiado grandiloquente!”, pensei. O título original é, de fato, mais contido: The Still, Small Voice of Trumpets , além de aludir à versão King James de 1 Reis 19:12. Mas, ao fim da leitura, percebe-se que o título em português é bem escolhido, afinal. Gostei muito da obra quando a li pela primeira vez, no início deste século.

E ESTE BLOG, O QUE É?

Irei escrever sobre ficção científica, mais especificamente sobre as obras das listas que postei. Quiçá sobre todas elas. Mas permitam-me elaborar um pouco sobre como cheguei às vias de fato e decidi por esta empreitada quixotesca. Comprar um livro e depois descobrir que já o havia comprado é embaraçoso. Na primeira vez em que isso aconteceu, deixei passar e esqueci o assunto. Na segunda, levei o incidente mais a sério e o considerei um lembrete de minha inevitável senescência. Na terceira, concluí que talvez fosse hora de tomar alguma providência.

MINHA BIBLIOTECA DE FICÇÃO CIENTÍFICA - Parte 2

Os livros a seguir estão organizados por autor, sem levar em consideração se pertencem ou não a coleções. Livros de bolso não pertencentes às coleções indicadas anteriormente estão também nessa lista.

MINHA BIBLIOTECA DE FICÇÃO CIENTÍFICA - Parte 1

Este post é simplesmente uma lista das obras de FC de que possuo um exemplar. Começo com os exemplares que integram coleções, como a famosa “Colecção Argonauta”. Todas as coleções listadas na Parte 1 são de livros de bolso (“pocket”). Estão ordenados por autor. A numeração da coluna da esquerda é arbitrária, empregada tão simplesmente para contar os livros. A numeração ao lado do título da obra, quando empregada, corresponde ao número do exemplar dentro da respectiva coleção.

A CAÇADA

O primeiro passo é delimitar um território. No centro de Porto Alegre, nas cercanias da antigamente chamada Rua da Ladeira, há muitos sebos com estantes destinadas à FC. São um bom começo.   Normalmente, estas estantes estão nos fundos da loja, secundadas por um certo aroma mofado com o qual o caçador acaba por se identificar. Uma imutabilidade aparente caracteriza estes acervos pouco frequentados, mas o rastreador experiente não se deixará iludir. Bem ali, camuflada entre dezenas de empoeirados exemplares da coleção Perry Rhodan, poderá estar a presa. No melhor dos cenários, um raro exemplar, como Enfírio, de Jack Vance.

ESTRANHAMENTOS EM DUNA

A história possui uma finalidade? Um rumo desejável ou “natural”? Possui leis generalizáveis? No universo de Star Trek , a resposta a essas perguntas frequentemente parece ser “sim”. Civilizações passariam por certos estágios: desenvolvimento tecnológico, superação de conflitos planetários, expansão pelo espaço e, eventualmente, integração em comunidades interestelares como a Federação Unida de Planetas. Há ainda vislumbres de um destino mais remoto para a inteligência: a superação das limitações da matéria, do corpo e até da morte, como sugerem seres incorpóreos ou quase incorpóreos como os habitantes de Orgânia ou certas entidades encontradas pela Federação. Em Star Trek , progresso tecnológico, progresso social e evolução parecem muitas vezes formar partes de uma mesma trajetória ascendente.