sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

METAPARAFÍSICA - Fui publicado na Somnium 126!

 Grande notícia!

Meu conto "Metaparafísica" foi publicado no número 126 da Somnium, que é a publicação oficial do Clube de Leitores de Ficção Científica (o CLFC, do qual sou membro).


A revista pode ser encontrada aqui:


Agradeço à equipe do CLFC pelo incentivo e oportunidade.
 






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A Caçada


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ORION RENASCERÁ – Poul Anderson

 

Recentemente, revisitei Orion Renascerá, do norte-americano Poul Anderson (1926–2001). A obra chegou ao Brasil pela Francisco Alves em 1992, quase uma década após o original Orion Shall Rise (1983). Trata-se do meu livro favorito do autor e, confessadamente, o único que ainda me sinto impelido a revisitar. Ao pesquisar a recepção crítica atual, deparei-me com uma resenha da Kirkus Reviews que o classifica como "demasiadamente derivativo" de trabalhos anteriores do autor. Sob a ótica da literatura como forma de arte pura, o argumento faz sentido; contudo, ele falha em capturar o que considero os verdadeiros méritos da obra.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

terça-feira, 28 de maio de 2024

NOTA SOBRE OS DRAMATURGOS DE YAN — John Brunner

              

Em Os Dramaturgos de Yan — publicado em 1974 na portuguesa Argonauta (n. 205) — encontramos uma discussão sobre as possibilidades e limitações do conceito de obra de arte total. Para entendermos esta ideia, precisamos recuar no tempo e lançar um olhar sobre uma polêmica que sacudiu o mundo cultural na Alemanha do séc. XIX. 


 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

PIRATAS DO ESPAÇO - Murray Leinster

O termo "fim da história" era tradicionalmente associado à Hegel — um filósofo alemão que viveu entre 1770 e 1831 — até que Fukuyama o reviveu em 1989 para falar da “vitória” estadunidense da Guerra Fria. O fim da história seria o momento em que a humanidade finalmente atingiria uma sociedade estável, equilibrada, perfeita. Como muitos já observaram — inclusive eu mesmo, aqui —, a confluência deste ideal com as aspirações religiosas milenaristas estadunidenses é uma poderosa matriz da FC.

Mas há aqueles que denunciam o conceito de fim de história justamente por ser utópico. Para estes, esta ideia não passa de uma cristalização materialista do conceito cristão da segunda vinda — e por isso mesmo falaciosa. Certamente podemos incluir Piratas do Espaço, de Murray Leinster, no cânone desses descrentes da utopia.  Trata-se do volume 152 da Colecção Argonauta, lançado em Portugal em 1970.

 


segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A TERRA LONGA - Pratchett / Baxter

Poucas obras de FC escritas em anos recentes me trouxeram tantas alegrias quanto A Terra Longa (tradução de The Long Earth, de Terry Pratchett e Stephen Baxter), lançada em 2018 pela Bertrand Brasil. A descobri em uma livraria, na estante das novidades. Folheei o volume ao acaso, e quando meus olhos bateram em uma descrição do canto coral do homo habilis, soube que iria levar aquele livro verde comigo. 

A IDEIA FATAL - Fui publicado na Somnium 123!

Grande notícia!

Meu conto "A Ideia Fatal" foi publicado no número 123 da Somnium, que é a publicação oficial do Clube de Leitores de Ficção Científica (o CLFC, do qual sou membro).


A revista pode ser encontrada aqui:


Agradeço à equipe do CLFC e ao editor responsável, o Rubens Angelo, pelo incentivo e oportunidade.
 




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A Caçada

Trombetas da Revolução

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

O ARTISTA DE GÊNERO - Carlo Rotella sobre Jack Vance

 

O ARTISTA DE GÊNERO

The Genre Artist - Carlo Rotella (2009)

Original:

https://www.nytimes.com/2009/07/19/magazine/19Vance-t.html

Traduzido por Marcelo Rabello dos Santos (out. 2022)

Jack Vance, descrito por seus pares como autor genial e o maior escritor vivo de ficção científica e fantasia, está escondido à plena vista enquanto publica – seis décadas e contando (Nota do tradutor: Jack Vance faleceu em 2013). Sim, ele foi premiado com o Hugo, o Nebula e o World Fantasy, foi nomeado Grão-Mestre pela Science Fiction and Fantasy Writers of America e recebeu um Edgar da Mystery Writers of America, mas tais honrarias somente contribuem para camuflá-lo, como se Vance fosse apenas mais um bem-sucedido autor de nicho. Também contribuem para esta ocultação as capas de seus livros, recheadas de clichês – espaçonaves, monstros e eufônicas designações de localidades: Lyonesse, Alastor, Durdane. Se você nunca leu Vance e está vasculhando a prateleira de uma livraria, pode não ter nenhum motivo específico para escolher um de seus livros ao invés daqueles de A. E. van Vogt ou John Varley. E se você escolhesse alguma dessas outras obras, seguiria por tranquilamente pelos caminhos habituais da FC sem ter a menor ideia de que acabou de perder um encontro com uma das vozes mais distintas e desvalorizadas da literatura estadunidense.